Engana-se quem ainda contesta que o tema da redação do Enem 2017 foi uma surpresa por não provocar os candidatos a discorrerem sobre inclusão, acessibilidade, educação e demais "apostas" ou "redações treinadas" e lançadas entre professores e alunos antes da prova. Quem justifica é a santa-mariense Paula Pfeifer, escritora e ativista de "surdos que ouvem".
Minutos após a divulgação do tema: Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil, anunciado pelo Inep, em posts do Facebook, Paula publicou relatos. Um deles que já soma 90 compartilhamentos e 250 curtidas. Ela apresenta diferentes explicações sobre o tema que vai além das 30 linhas da redação, já que surdez, é a deficiência com a maior diversidade no Brasil.
Surdos implantados estão se conectando em rede social
A escritora – que tem implante coclear –, explica que existem surdos sinalizados, oralizados, bilíngues (que falam, escrevem e sabem Libras ), além dos que ouvem através de tecnologias, o que faz da surdez uma questão ampla e que precisa ser esclarecida. É, pois, desafio geral da educação de surdos transforma-los em cidadãos independentes do Estado. Em um dos posts questionou:
– Quem presta o maior desserviço para a educação de surdos nesse país? .
Em outro, foi enfática:
– A parte mais triste de se tornar um surdo com educação pífia é estar condenado a ser eternamente um estrangeiro dentro do seu próprio país.
Leia, aqui, o post na íntegra.
